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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Prediletos 4

Para finalizar a série dos filmes prediletos deste blog, coloco aqui dois mestres que aparecem três vezes no blog: Fellini e Kubrick.

















Federido Fellini

Fica claro que tenho certa preferência dentro da obra de Fellini. Os três filmes aqui presentes são 8 e 1/2, Estrada da Vida e Ensaio de Orquestra. Admito que, nos primeiros filmes que vi dele fiquei um pouco decepcionado, como foi o caso de Doce Vida, Roma e Amarcord. Mas fui aos poucos sendo tomado por seu jeito eclético, exótico, exagerado e maravilhoso. Quando vi 8 e 1/2 compreendi muito do cinema. Ainda me faltam alguns filmes dele, que quero bastante assistir e ainda não calhou de nos encontrarmos, como La Nave Va.





















Stanley Kubrick

O Kubrick também é um cara inquestionável. Embora Laranja Mecânica tenha ficado ali no meu limbo, na dúvida se entrava ou não e acabou caindo fora, sua filmografia é almejada por qualquer cineasta. Curta e perfeita. A minha relação com 2001 é semelhante com a do Woody Allen, que diz ter compreendido cada vez mais a beleza do filme, conforme assistia várias vezes. E é uma verdadeira obra de Kubrick. Já Iluminado e Dr. Fantástico são mais conjuntas, com a imensa colaboração de Jack Nicholson e Peter Sellers, respectivamente.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

2001 - Uma Odisseia no Espaço

Filme: 2001 - Uma Odisseia no Espaço
Título Original: 2001: A Space Odyssey
Diretor: Stanley Kubrick
Ator: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Syvester
Ano:1968
País: EUA


Eis a obra, o monolito.

O filme é dividido em quatro partes distintas, proporcionais. A primeira é a clássica sequencia inicial na qual os homens primitivos descobrem a força e utilidade dos instrumentos. Por si só, uma obra prima.

Com a "maior elipse temporal do cinema", que é o corte do osso para uma espaçonave, entramos na chata segunda parte do filme. Temos a bela dança de valsa da espaçonave, girando lentamente pelo espaço. Mas devo considerara-la inutil ou, no mínimo, enfadonha.

A terceira, outro curta, talvez seja a de dramtaurgia mais tradicional. Há personagens mais construidos e conflitos estabelecidos. A excelente participação da inteligência artificial de Hall, o computador de bordo, que, ao perceber que há indícios de seu fim, usa seus meios e poderes para tentar sobreviver.

A quarta e última parte da obra abre espaço para diversas interpretações. Isso é algo que me agrada nos filmes de Kubrick. Sua complexidade formal serve para que as interpretações possam ser múltiplas. E me desagradam os filmes com formula fechada e moral determinada. Talvez neste ponto haja certa semelhança com o atual "Árvore da Vida", tão debatido. (que eu, particularmente, não gosto)

E fala, para mim, do retorno às origens para a busca de sentido. O monolito está sempre ali, para lembrarmos de nossas limitações intelectuais e de compreensão do universo. De nós mesmos, na verdade. Buscar sentido, no final das contas, tampouco faz sentido. Mas há algo que não sabemos como nos dá a tranquilidade que nossa ignorância é sábia: o monolito.


Torrent: download aqu
Legenda: download aqui



Cena do youtube:



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Próxima semana:
A passagem, enfim.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Iluminado

Filme:O Iluminado
Título Original: The Shining
Diretor: Stanley Kubrick
Ator: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd
Ano:1980
País: EUA


"-Wendy! Wendy!", com as sobrancelhas levantadas e um olhar psicopata, Jack repete o nome da mulher.

Jack Nicholson foi um ator inacreditável. Foi, pois já há algum tempo não aparece fazendo algo que seja merecedor de atenção. E em Iluminado, é diabolicamente magistral.

Kubrick também, com sua perfeição. Passeou por todos os gêneros e foi perfeito, sempre. Na tensão e suspense deste filme, criou o famoso "steady cam", para as cenas em que acompanha o menino Danny, andando de triciclo pelo hotel vazio. Geralmente feita com trilhos, este travelling requisitou um novo aparelho, que permitisse estabilidade para o operador de câmera, mas sem a presença dos trilhos, já que o seguiam de costas, o que tornaria impossível escondê-los.

Sozinhos no enorme hotel e no inverno rigoroso, fantasmas do passado e o tédio começam a atormentar a vida dos personagens. Também conhecida como a síndrome da cabana. Jack tenta escrever, mas a única frase que sai de sua máquina é "all work and no fun makes Jack a dull boy".

A enorme angústia que o filme causa, combinada com sua cinematografia avançada, o coloca, muito provavelmente, como o melhor filme de terror da história, se pudermos incluí-lo no gênero.


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Cena do youtube:
http://youtu.be/3t60oY0TbTU


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Próxima semana:
Do início e do fim.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Dr. Fantástico

Filme: Dr. Fantástico
Título Original: Dr. Strangelove or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb
Diretor: Stanley Kubrick
Atores: Peter Sellers, George C. Scott
Ano: 1964
País: EUA


Reza a lenda que o Stanley Kubrick, no set de Dr. Fantástico, sentava em uma cadeira distante e deixava Peter Sellers trabalhar. Sentava longe para poder rir bastante sem atrapalhar seu ator, que desempenhou três papéis diferentes: o presidente dos EUA, um oficial burocrático e o Dr. Fantástico (ou Dr. Estranho Amor, em uma tradução literal).

Kubrick não costumava fazer comédias. Até por isso entregou na mão de seu ator genial a condução do humor do filme. No entanto, me agrada o tom deste humor, diferente dos que comumente vemos por aí. Uma comédia com teor político, com sátiras e ironias que incomodam a tal ponto de ter uma tela inicial, colocada pelo governo americano, esclarecendo que os personagens são fictícios e que, jamais, o exército estados unidense faria tais atrocidades.

Em meio a guerra fria, Kubrick faz uma piada de humor negro. Talvez, hoje em dia, no mundo chato politicamente correto, tais piadas fossem mal interpretadas e o seu diretor jogado na fogueira. Mas não há melhor forma de explorar este tema do que fez esse filme. Ele revela uma situação kafkaniana, na qual os sistemas automáticos de defesa permitem que um general louco ordene um ataque à Russia. 

Muito próximo do fim da vida na terra, Kubrick revela as vaidades e mesquinhez existentes na individualidade dos homens. As ligações do presidente americano ao russo são memoráveis. Há também a cena na qual o general americano e o embaixador russo brigam na sala da guerra e o presidente tem que dar uma bronca neles: "Vocês não podem brigar aqui! Esta é a sala da guerra!". Ironiza as teorias de conspiração, em uma ótima cena de Peter Sellers como o oficial burocrático com o general louco. E neste mesmo papel há a cena abaixo, no youtube, simplesmente genial.

Mas a grande atração do filme é a participação (infelizmente um pouco pequena) do Dr. Fantástico. Participante do governo americano, como líder em experimentos de guerra, este personagem é simplesmente incrível, para se sentar e assistir. Quando enfim é chamado pelo presidente para falar, ele rouba a cena enquanto todos o observam em silêncio. O modo como ele sorri falando, o modo como sua mente não controla seus impulsos nazistas, o modo como ele faz seu último discurso, um plano de sobrevivência para o fim do mundo... simplesmente genial.




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Cena do youtube:


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Próxima semana:
Um monty de piadas aglomeradas...
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