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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Prediletos 2

Continuando minha análise do blog, ia considerar aqui duas parcerias: Alfred Hitchcock - James Stewart e Woody Allen - Diane Keaton.










Todos aparecem três vezes no blog. Pensei, a princípio, que eram os mesmos filmes das parcerias, mas fui surpreendido, já que dois dos filmes da Diane Keaton são, novamente, a sequência Poderoso Chefão. Apenas 1 - Annie Hall - é com o Woody Allen. Se eu tivesse escolhido outros com os dois teríamos uma vencedora isolada de referências, mas preferi Desconstruindo Harry e Zelig, que ela não participa.













Já os filmes da dupla Hitchcock Stewart são, evidentemente, os mesmos. Janela Indiscreta, Vertigo e O Homem Que Sabia Demais. Meus prediletos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

Filme: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa
Título Original: Annie Hall
Diretor: Woody Allen
Atores: Woody Allen, Diane Keaton
Ano: 1977
País: EUA


Filme manifesto woddyalleniano. Começa com seu monólogo e segue em reflexões de sua relação com Annie Hall, mais uma das mulheres neuróticas deste blog. Brilhante personagem e brilhante Diane Keaton!

Os filmes do Woody Allen se misturam na minha memória. Algo que já percebi ser comum entre os amantes de suas obras. Nunca sabemos a qual filme pertence determinada piada, pois todos eles tem características muito semelhantes. Inclusive por seu protagonista, em geral o próprio urbanoide neurótico judeu Woody Allen.

No entanto, ao lembrar dos melhores momentos, todos estão aqui, em Annie Hall. A cena em que os dois conversam enquanto legendas revelam seus subtextos; a cena na fila do cinema, na qual ele chama o McLuham para participar do diálogo; o menino que diz que tem ímpetos de dirigir na contra-mão; e os constantes diálogos com a câmera.

Em seu monólogo inicial, após reflexão filosófica ele revela que está tendo problemas com Annie. Muito significativo, pois já posicionam as brigas cotidianas de um casal exatamente na mesma constante das reflexões universais. No filme, faz o inverso: nos revela suas visões de mundo ao relatar os altos e baixos de suas relações. 

A personagem de Annie é incrível. Dessas mulheres loucas que nós nos apaixonamos. Desde o primeiro encontro, aquele jeito sem jeito de mostrar interesse. Devo admitir que ela me lembra muito a Camila, minha mulher. E eu sou o próprio Woody Allen quando ela recebe um convite para uma festa, com esses tipos meio malas, e eu digo "que pena que nós marcamos aquela coisa, não é?". Ela me olha desanimada. Poderia dar mais alguns exemplos, mas acho que a intimidade demasiada com o leitor poderia interferir em nossa relação. Então vamos deixar por isso mesmo.



Torrent: download aqui
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Cena do youtube:

http://youtu.be/qLblwVUEHyw

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Próxima semana:
Peter Sellers multi-faceta.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Desconstruindo Harry

Filme: Desconstruindo Harry
Título Original: Deconstructing Harry
Diretor: Woody Allen
Atores: Woody Allen, Billy Cristal, Robin Willians, Judy Davis
Ano: 1997
País: EUA
















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Cena do youtube:

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Próxima semana:
Uma esquina, uma tabacaria.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Zelig

Filme: Zelig
Título Original: Idem
Diretor: Woody Allen
Atores: Woody Allen e Mia Farow
Ano: 1983
País: EUA



Para mim, Zelig é a obra prima de Woody Allen. São muitos motivos para tal, mas creio que o mais importante é uma relação muito forte que tenho com filmes do Cinema do Absurdo, escola que não existe oficialmente mas que muitos seguem como conceito naturais de suas cinematografias. Tecnicamente, muitos filmes são brilhantes. Estéticamente, muitos filmes são perfeitos. Mas os que me tocam precisam ser conceituamente ligado a mim de alguma forma, como é Zelig e sua grande analogia.

O personagem Zelig, que virou referência na psicologia, é o Woody Allen camaleão, transfigurado em todos aqueles com quem passa a ter alguma relação. Falso documentário sobre este personagem, com depoimentos, narração, imagens de arquivo e a perfeita construção de um documentário, mas com seu objeto principal sendo este falso personagem. Na verdade não tão falso assim, só um pouco exagerado em alguns pontos para a formação caricatural da figura Zelig, o homem-camaleão.

O homem que tem personalidade fraca, que não tem forças em suas posições e prefere agradar aqueles à sua volta para ser aceito tem um pouco de Zelig. Já conheci alguns deste tipo por aí. São vendedores de carros,  contadores de causos, pescadores, jovens querendo afirmação, machos alfa conquistando suas fêmeas. Mas no fundo todos somos um pouco Zeligs, um pouco camaleão. E os que não são já vão para o outro lado da gangorra, como loucos varridos, fundamentalistas, estúpidos e autistas. 

O estranhamento, típico do Cinema do Absurdo, é o ponto de partida para uma reflexão do espectador. Até que o estranhamento passa a ser comum e o comum passa a ser o estranho. Assim acontece com Zelig, quando percebemos que ele nada mais é do que um extremo de uma característica nossa, mas explicitada, exagerada, doentia. A nossa, saudável, parece então um pouco hipócrita. O que estamos fazendo sendo Zeligs todos os dias e não nos dando conta disso? 

E o formato escolhido pelo Woody Allen para contar-nos esta história é mais do que adequado. Um falso documentário brinca com a realidade e a ficção e esta linha tênue que o próprio filme tem, um filme meio Zelig, querendo ser algo que na verdade não é. Mas com a distinção de se tratar de uma escolha consciente, de uma aproximação pensada, de uma dança nesta linha, usada ora para informar, ora para confundir, mas sempre para divertir.


Torrent: download aqui

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Cena do youtube:



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Próxima semana:
Mestre Coutinho brincando conosco.
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