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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Estatísticas - Prediletos


Vou fazer uma série de posts, aos poucos, analisando as estatísticas finais do blog. Hoje verei os atores e diretores com 3 ou mais referências neste blog. Alguns já planejados, outros inesperados.

Aproveito também para recomendar o excelente filme A Separação, filme iraniano em cartaz nos cinemas brasileiros.




Grande ator, que está aqui por conta de três obras primas: os dois primeiros filmes do Poderoso Chefão e Um Dia de Cão. Naturalmente, tenho preferência por suas atuações dos anos 70. Depois foi ficando mais caricato e nem mesmo Perfume de Mulher justificaria a entrada do filme aqui. Já os que o trazem a este blog são filmes que ele carrega de tal maneira (com exceção do primeiro Godfather), que seria justo dizer que ele é o filme. 



Também aqui por conta do Poderoso Chefão, tendo feito também a obra prima Apocalypse Now, temos que esquecer as bobagens em que Coppola se mete. Permite que seu nome seja sujo por vários projetos que visam o lucro, simplesmente. Ou que visem alguma coisa que não compreendo. Mas, mesmo se fizer o pior filme da história, ainda assim não poderá apagar a marca que já deixou. Tendo feito essas três perfeições cinematográficas, pode dormir em paz.



O ator Harvey Keitel é da mesma turma e época do Al Pacino e Coppola, mas demorou mais tempo para se firmar e fazer algumas obras primas. Ao contrário dos dois, foi se firmando com o tempo. Cortina de Fumaça, de 95, é seu retrato mais justo. Os outros filmes que o colocam aqui foram papéis secundários, que nunca se importou em fazer, tanto em Pulp Fiction como em Taxi Driver. É um desses atores que os diretores adoram e o coloca em qualquer projeto, em especial o Scorsese, Tarantino e os irmãos Coen. Mas é mais difícil achar bobagens de interesse financeiro em sua carreira.


por hoje é só, pessoal.
depois continuo a lista.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cortina de Fumaça

Filme: Cortina de Fumaça
Título Original: Smoke
Diretor: Wayne Wang, Paul Auster
Atores: Harvey Keitel, Willian Hurt
Ano: 1995
País: EUA


Certa vez um amigo definiu este filme como "um filme de macho". Não por ser violento, escatológico ou coisa que o valha, mas por ter uma moral de valores muito forte em seus personagens.

Há uma relação de personagens muito parecida com a do filme Zorba o Grego, entre o escritor que não vive e o personagem vivo que não expressa sua arte. No entanto, aqui, Auggie, o dono da Tabacaria, acaba sendo mais profundo em sua obra de vida do que o escritor Paul, cliente assíduo da tabacaria. Na melhor sequência do filme, Auggie mostra os albuns de fotos que tem tirado há muitos anos (cena do youtube). Paul olha com interesse, mas com certa inquietação por não compreender as razões daquelas fotos, uma por dia, todos os dias, na esquina da tabacaria.

Em outro momento, quando Paul precisa de um conto de natal, recorre a Auggie. Claro, diz ele, conheço toneladas delas. E é necessário dizer que o Harvey Keitel é outro ator que é do caralho. Apenas em plano e contra-plano ouvimos a história com a atenção de quem está na mesa e quer participar da conversa.

Esses dois momentos valem o filme. De resto, como sempre, o interesse cultural de ver uma visão de Nova Iorque mais de submundo, menos Woody Allen e mais Scorsese. Estas carapaças culturais nos quais os filmes estão envolvidos são sempre atrativos a mim.



Torrent: download aqui
Legenda: download aqui



Cena do youtube:


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Próxima semana:
Vamos celebrar o nascimento do menino Brian!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Taxi Driver


Filme: Taxi Driver
Título Original: Idem
Diretor: Martin Scorsese
Atores: Robert De Niro, Jodie Foster, Harvey Keitel, Cybill Shepherd
Ano: 1976
País: EUA

Assim como Coppola, Scorsese é outro monstro cineasta que fez suas melhores obras no início de carreira. Também amante do cinema italiano (como eu), fez Touro Indomável, Alice Não Mora Mais Aqui, Depois de Horas e mesmo seu primeiro filme, Quem Bate à Minha Porta? já tinham muitos elementos interessantes, inclusive o ator Harvey Keitel.

Ele fazia filmes sobre sua realidade, sobre a escuridão de Nova Iorque, sobre o submundo. Eu tenho grande apreço por dois filmes dele, que são muito relacionados: Vivendo no Limite, onde Nicolas Cage faz um paramédico que trabalha durante a noite, encontrando personagens bizarros e o mundo esquisito da noite (muito presente no filme kafkaniano Depois de Horas); e Taxi Driver, sua obra prima, com o mestre Robert De Niro fazendo um taxista, também vivendo neste mundo esquisito. Creio que o Scorsese adoraria que seus filmes e personagens fossem comparados aos de Fellini, mas apesar da nítida referência, são dois tipos de personagens diferentes.

Esses dias fui devolver um carro alugado, de madrugada na locadora, em Santarém, Pará. O guardinha estava falando no celular com uma garota (suponho). Disse que tinha que desligar porque um cliente tinha chegado. Eu fiz que não se preocupasse, pois não tinha pressa. Conversamos e em poucos minutos parecíamos amigos íntimos, eu brinquei com ele "estava namorando, hein" e ele me respondeu de forma absolutamente scorsesiana "devo te dizer uma coisa, a gente que trabalha a noite acaba ficando safado" e me contou alguns de seus casos bizarros.

Are you talking to me?

O Robert De Niro, jovem (outro que cansou de fazer coisas decentes), entra de tal forma no taxista que se torna memorável. Personagem de poucos amigos, poucas palavras, pouca inteligência e sem ter muito o que fazer. Ele se interessa por uma garota, bonita, inteligente, politizada e com seu jeito sem jeito, bruto e forçado a convence a sair com ele, ir ao cinema. Gosto muito desta cena, pois a escolha dele é pelo lugar que ele sempre frequenta, um desses cinemas pornôs de quinta categoria. Ela, obviamente, se ofende e ele não compreende porque, ficando puto da vida com ela.

Muito é possível compreender da cultura americana também. Da paixão pela arma e seu fetiche. A cena clássica, antológica, abaixo no youtube é ele treinando na frente do espelho: are you talking to me? (você está falando comigo?)


Torrent: download aqui
Legenda: download aqui


Cena do youtube:

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Próxima semana:
A morte como ruptura incompreensível.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pulp Fiction


Filme: Pulp Fiction
Título Original: Idem
Diretor: Quentin Tarantino
Atores: Samuel L. Jackson, John Travolta, Uma Thurman, Bruce Willis, Ving Rhames, Maria de Medeiros
Ano: 1994
País: EUA



Tarantino é um marco para minha geração. E Pulp Fiction é sua obra prima. Daquelas que tive que assistir trezentas mil vezes até decorar o trecho bíblico citado por Samuel L. Jackson (em cena que deixei abaixo, no youtube).

Mestre dos diálogos e da perfeição de cada cena, a única coisa que poderia me incomodar em seus filmes é a falta de uma unidade, que é, ao mesmo tempo, sua característica mais interessante. No entanto só funciona quando a trama é perfeita e todas as cenas merecem referência, como em Pulp Fiction.

Meu top five de cenas preferidas, em ordem:

1. A citação de Samuel L. Jackson e toda a sequência dos dois matadores na casa dos jovens que precisam ser assassinados. Vejo e revejo com imenso prazer.

2. Maria de Medeiros e Bruce Willis conversando. Ela esqueceu o relógio, ele fica puto mas tenta se controlar, ela pede para ele voltar logo (blueberry pie). Corta para ele xingando a menina no carro.

3. John Travolta e Uma Thurman na lanchonete. Incluindo o concurso de twist e a participação especial do incrível Steve Buscemi.

4. John Travolta e Samuel L. Jackson no carro, falando sobre as diferenças da Europa e EUA.

5. John Travolta e Samuel L. Jackson no carro, discutindo o milagre de terem sobrevivido até que o Vincent atira no rosto de Marvin, sem querer. (oh, man, I shot Marvin on the face!)

Claro que muitas cenas ficaram de fora, caso contrário não faria sentido fazer a lista. Muitos criticam a violência desnecessária do filme (especialmente desta última cena que elenquei, dos miolos espalhados pelo carro). Muitos criticam a banalização da violência. Mas muitos outros adoram o humor, eu incluso, gerado por todo esse sangue jorrado. Devo admitir que gostava mais. Não sou fã de seu último filme (Bastardos Inglórios) e prefiro a segunda parte de Kill Bill (menos sangue e mais cinema).

Ainda tem as participações dos também geniais Harvey Keitel e Cristopher Walken. Enfim, um filme recheado, lotado de boas informações, perfeito a cada instante, referência para muitos, diálogos inesquecíves, quotes inesquecíves, trilha inesquecível. Inesquecível.



Legenda: download aqui


Cena do youtube:

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Próxima semana:
Ventilador de teto e helicópteros.

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